O atacante Endrick chamou atenção ao abordar o tema da pressão no futebol e rejeitar a ideia de que a profissão de atleta seja difícil. Em entrevista concedida ao ge, o jogador reconheceu que a categoria convive com cobranças constantes, mas enfatizou a necessidade de os profissionais valorizarem as oportunidades e os benefícios que o esporte proporciona tanto para eles quanto para suas famílias.

A visão sobre a pressão e os privilégios da profissão

Durante a entrevista, Endrick pontuou que, embora existam momentos de alta cobrança, a realidade financeira e a realização pessoal superam os desafios diários da carreira. "Nós (jogadores) temos uma pressão enorme, mas temos que ser agradecidos pelo que o futebol nos proporciona. Claro que temos momentos de pressão, mas o futebol nos proporciona coisas maravilhosas, que podem mudar a vida das nossas famílias", afirmou o atacante.

Para fundamentar sua perspectiva, o jogador fez uma comparação direta com a rotina de cidadãos comuns que enfrentam jornadas extenuantes de trabalho fora dos gramados. "Não é difícil ser jogador. Sim, algumas coisas que acontecem são difíceis, mas a gente não pode falar que é difícil ser jogador. Difícil é ser uma pessoa que acorda às 5 horas da manhã para ir trabalhar de segunda a domingo", declarou.

Encerrando seu raciocínio sobre a rotina profissional, o atleta resumiu sua gratidão pela oportunidade de atuar no esporte: "Nós estamos fazendo aquilo que mais amamos e ganhando dinheiro que pode mudar a vida da nossa família. Só temos de agradecer a Deus por este momento".

Eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026

Além de debater a rotina e a pressão no futebol, Endrick retornou ao assunto da participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O Brasil acabou eliminado pela Noruega na fase de oitavas de final, após conseguir avançar na etapa anterior com uma vitória de virada sobre o Japão.

O atacante não escondeu o impacto negativo do resultado na equipe e na torcida. "Foi bem triste. Não só para nós, jogadores, mas para todo o povo brasileiro. Foi um momento bastante difícil. Nós não queríamos ter saído naquela etapa", relembrou o jogador.

Apesar do sentimento de frustração, Endrick destacou que o grupo de atletas precisa direcionar o foco para o futuro e buscar a superação no próximo ciclo da equipe nacional. "É uma ferida que vai ficar e que vamos tentar cicatrizar o mais rápido possível para poder ajudar a Seleção. Nós não podemos olhar para o passado, temos de olhar para o futuro e o presente que é o agora. Temos de tentar fazer o melhor para a seleção", concluiu.