Regras de energia para 2026 geram quase acidente a 300 km/h no GP do Azerbaijão
O monegasco Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, protagonizou um lance assustador com Liam Lawson, da equipe Racing Bulls, durante o segundo treino livre para o Grande Prêmio do Azerbaijão, realizado no circuito urbano de Baku.
O incidente aconteceu quando o heptacampeão mundial andava lentamente com o motor em modo de economia de energia, surpreendendo o neozelandês que vinha em volta rápida a trezentos quilômetros por hora, conforme informação divulgada por THE RACE.
A situação chamou atenção para os riscos operacionais das novas regras de unidades de potência previstas para a Fórmula 1 em 2026, que exigem um gerenciamento complexo de bateria e criam grandes diferenciais de velocidade na pista.
O perigo do modo auto-k em Baku
O quase acidente ocorreu no trecho de alta velocidade entre as curvas dezoito e dezenove, onde ambos os carros estavam com o acelerador totalmente pressionado, mas com desempenhos completamente diferentes.
Enquanto o carro de Liam Lawson atingia trezentos quilômetros por hora, o bólido de Lewis Hamilton registrava apenas duzentos e cinquenta quilômetros por hora porque estava operando no modo conhecido como auto-k.
Nesse modo específico, a bateria não descarrega energia elétrica e o veículo funciona exclusivamente com o motor a combustão interna para economizar carga antes da linha de cronometragem na reta principal.
Diretor de prova tentou evitar riscos
Antes do início das atividades de pista no fim de semana, o diretor de prova da Fórmula 1, Rui Marques, emitiu notas revisadas para tentar evitar situações de incompatibilidade de velocidades na curva de dezoito.
A orientação determinava que os pilotos em voltas lentas ou de saída de boxe deveriam manter o lado esquerdo da pista entre as curvas dezesseis e dezoito, além de gerenciar melhor os espaços para os rivais.
No entanto, na prática, as equipes enfrentaram enormes dificuldades para calcular os espaços de segurança adequados, resultando no bloqueio severo investigado pelos comissários da prova na capital azeri.
Punição branda e propostas de mudança
Após a investigação oficial, os comissários da FIA decidiram aplicar apenas uma repreensão em Lewis Hamilton, reconhecendo que não houve intenção de bloqueio, mas que o problema foi grave devido à gestão de energia.
Lewis Hamilton sugeriu que a FIA forneça diretrizes mais claras com dados simulados sobre os espaços necessários, além de propor a obrigatoriedade de potência máxima nas curvas finais para eliminar a diferença de velocidade.
Liam Lawson concordou que a exigência de desaceleração antes da curva dezoito é extremamente perigosa e que a falta de potência repentina ao acelerar gera muita insegurança para os competidores no traçado.
Perguntas Frequentes
O que causou o incidente entre Hamilton e Lawson em Baku?
O incidente foi causado por uma grande diferença de velocidade entre os carros devido às regras de gerenciamento de energia para 2026, onde Hamilton estava economizando bateria no modo auto-k enquanto Lawson vinha em volta rápida.
Qual foi a punição aplicada a Lewis Hamilton pela FIA?
Lewis Hamilton recebeu uma reprimensa oficial dos comissários da FIA, que consideraram a situação severa, mas levaram em conta os desafios complexos com a gestão de energia das equipes na pista.
Qual solução Lewis Hamilton propôs para evitar novos problemas?
Hamilton sugeriu que a categoria mandate a utilização de potência máxima nas curvas de dezoito e dezenove para evitar grandes diferenciais de velocidade entre os carros durante os treinos livres.


