O São Paulo desperdiçou a oportunidade de consolidar uma sequência positiva no Campeonato Brasileiro ao ser derrotado pelo Santos por 2 a 1, na última sexta-feira, em partida atrasada da 21ª rodada. Apesar de ter inaugurado o marcador no Morumbis, a equipe tricolor sucumbiu a erros de desatenção e viu o rival conquistar a virada, repetindo um roteiro de instabilidade que tem marcado a temporada da equipe.
O resultado negativo traz à tona, novamente, uma reflexão feita por Hernán Crespo no início do ano. O treinador argumentava que, antes de vislumbrar metas ambiciosas como uma vaga na Libertadores, o clube precisaria priorizar a marca dos 45 pontos para afastar qualquer risco de rebaixamento. A atuação irregular diante do Santos reforça a fragilidade defensiva que ainda persegue o elenco em momentos decisivos.
Superioridade inicial e desatenção defensiva
Sob o comando de Dorival Júnior, o São Paulo iniciou o confronto com uma proposta de pressão, utilizando uma linha de três defensores com Pablo Maia recuado. Mesmo com a baixa de última hora do goleiro Rafael, substituído por Coronel, o time dominou as ações ofensivas no primeiro tempo. A equipe explorou as laterais com Iago e Pedro Lima, criando volume de jogo e finalizações constantes.
O gol tricolor saiu após Ryan Francisco sofrer um pênalti, convertido por Luciano. Contudo, a vantagem durou pouco. Em uma falha de posicionamento na transição defensiva, a defesa permitiu que Gabigol aparecesse livre na área para empatar. O lance evidenciou a dificuldade do time em manter a concentração logo após marcar, um problema recorrente que custou caro ao desempenho da equipe antes do intervalo.
Instabilidade e revés na etapa final
No segundo tempo, o São Paulo manteve a postura inicial, mas a falta de precisão técnica voltou a cobrar seu preço. Após uma tentativa de pressão, o sistema defensivo falhou individualmente. Arboleda saiu para o combate em Coutinho, não obteve sucesso e deixou um espaço na zaga, que foi aproveitado por Cebolinha para decretar a virada santista.
O revés desestabilizou o elenco, que passou a errar passes simples e a sofrer com a impaciência da torcida no Morumbis. As substituições promovidas pela comissão técnica — com as entradas de Newton, Danielzinho e Gustavo Santana — não foram suficientes para reverter o cenário. O time, que havia demonstrado domínio na primeira metade, terminou a partida sem conseguir criar chances reais de reação, consolidando uma derrota que expõe as limitações atuais do grupo.
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