Oposta do Osasco aponta política transfóbica na CBV e cobra mudanças

A oposta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, criticou duramente nesta quinta-feira (1/10) a decisão da Confederação Brasileira de Voleibol sobre as novas regras de elegibilidade para o voleibol feminino.

Durante o evento de lançamento oficial da Superliga 2026/27 em São Paulo, a atleta afirmou que a entidade demonstrou falta de empatia e consideração não apenas com sua carreira, mas com todo o clube e torcedores, conforme informação divulgada por WEBVOLEI.

A mudança nos critérios da competição nacional gerou debates intensos no esporte brasileiro, resultando na proibição da participação da jogadora e levantando discussões sobre inclusão e respeito à diversidade na modalidade.

Impacto das novas regras da CBV no voleibol feminino

A controvérsia começou em agosto, quando a CBV anunciou uma nova política de elegibilidade para os torneios da categoria feminina. A medida estabeleceu critérios rigorosos que atingiram diretamente Tifanny Abreu, impedindo sua atuação na próxima edição da Superliga.

A entidade esportiva justificou que a regulamentação seguiu parâmetros e diretrizes de organizações internacionais da modalidade. No entanto, a decisão gerou forte resistência e debate sobre os limites entre inclusão e exclusão no esporte de alto rendimento.

Críticas de Tifanny Abreu à gestão do esporte nacional

Em suas declarações em São Paulo, a oposta do Osasco destacou que não carrega sentimentos de raiva, mas mencionou o desprezo e a falta de empatia por parte dos dirigentes da CBV. Para a atleta, a medida adotada representa uma política de exclusão voltada contra as pessoas trans.

A jogadora enfatizou que o esporte deveria unir e abrir portas, e não proibir a prática profissional. Tifanny Abreu reforçou que está presente na competição para marcar sua existência e defender o direito de atletas trans no cenário esportivo brasileiro.

Trajetória histórica de Tifanny no esporte brasileiro

Com 41 anos de idade, Tifanny Abreu construiu uma trajetória marcante no voleibol nacional desde 2017, quando estreou na Superliga defendendo o Bauru. Ela fez história como a primeira mulher trans a atuar na principal competição de clubes do país.

Desde 2021 no Osasco, a atleta conquistou espaço e títulos importantes. O clube paulista solicitou formalmente à CBV a implementação de uma regra de transição para viabilizar sua participação na temporada 2026/27, embora a entidade mantenha sua posição até o momento.

Perguntas Frequentes

Por que Tifanny Abreu foi proibida de jogar a Superliga?

A oposta foi impedida de disputar o torneio após a CBV estabelecer novas regras de elegibilidade para competições femininas baseadas em diretrizes internacionais.

Qual foi a principal crítica de Tifanny Abreu à decisão da CBV?

A atleta afirmou que faltou empatia aos dirigentes e classificou a nova diretriz da entidade como uma política de exclusão e transfobia no esporte.

Qual clube Tifanny defende e qual foi o pedido feito à CBV?

A jogadora atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde, que solicitou à CBV a criação de uma regra de transição para garantir sua participação na temporada.