A Associação Suíça de Futebol (ASF) oficializou, nesta quarta-feira (30), a retirada de seu apoio à gestão de Gianni Infantino na presidência da Fifa. A decisão representa um revés simbólico relevante para o dirigente, uma vez que a entidade é sediada no país natal do atual mandatário da organização máxima do futebol mundial.
Crise motivada por planos de investimento privado
O comitê central da ASF fundamentou a mudança de postura a partir do desgaste gerado por uma proposta específica de Infantino. O plano, que visava abrir a estrutura da Fifa para a entrada de investidores privados, encontrou forte resistência global, com oposição concentrada principalmente no cenário europeu.
A iniciativa foi recebida com ceticismo por diversas associações nacionais, que questionaram os impactos da medida na governança e na autonomia da entidade. Desde o anúncio da proposta, o clima de insatisfação cresceu nos bastidores do futebol internacional, culminando nesta decisão da federação suíça.
Mudança de posicionamento antes do pleito de 2027
A organização suíça optou por reavaliar o suporte que havia declarado anteriormente em junho. A medida altera o panorama político para as eleições previstas para março de 2027, sinalizando um distanciamento estratégico de uma das bases que historicamente mantinha proximidade com o comando da Fifa.
O movimento da ASF ocorre em um momento de pressão crescente sobre a administração de Gianni Infantino. A Uefa, confederação europeia que também possui sede em território suíço, tem liderado as críticas à gestão atual, reforçando o isolamento do dirigente diante das polêmicas recentes.

