O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) formalizou denúncias contra o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro. A medida é um desdobramento direto das controvérsias ocorridas no clássico realizado no último domingo, marcado por decisões de arbitragem que geraram forte descontentamento entre os envolvidos.

As ações disciplinares foram motivadas por episódios distintos dentro e fora das quatro linhas. Enquanto o atleta chileno é questionado por uma entrada técnica considerada excessiva, o dirigente tricolor responderá por declarações públicas agressivas direcionadas à equipe de arbitragem liderada por Rafael Rodrigo Klein.

Risco de suspensão para Erick Pulgar por conduta violenta

O volante Erick Pulgar foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de jogada violenta. O lance em questão envolveu uma entrada no jogador Rodrigo Castillo, do Fluminense. Na ocasião da partida, o árbitro optou por aplicar apenas o cartão amarelo, decisão que agora é contestada pela procuradoria do tribunal.

Caso seja condenado, o meio-campista do Flamengo pode enfrentar uma suspensão que varia de uma a seis partidas. A punição, se aplicada de forma imediata, pode desfalcar a equipe rubro-negra em momentos cruciais da temporada, dependendo do entendimento dos auditores sobre a gravidade da infração cometida no gramado.

Mattheus Montenegro sob julgamento por críticas à arbitragem

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, também terá que prestar contas à justiça desportiva. Ele foi denunciado com base no artigo 258 do CBJD, que pune condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva, especificamente por reclamações desrespeitosas contra a arbitragem. O dirigente corre o risco de ser afastado de suas funções por um período de 15 a 180 dias.

As críticas de Montenegro foram direcionadas não apenas ao árbitro de campo, mas também a Daniel Nobre Bins, que operava o VAR durante o clássico. O dirigente utilizou termos pesados para descrever a atuação dos profissionais, classificando o trabalho como inaceitável e questionando a integridade das decisões tomadas durante os 90 minutos.

Detalhes das reclamações tricolores sobre lances capitais

A indignação de Mattheus Montenegro baseia-se em três momentos específicos do jogo. O primeiro foi a não expulsão de Erick Pulgar, alegando que o joelho de Rodrigo Castillo ficou com marcas evidentes das travas da chuteira do adversário. Para a diretoria tricolor, a omissão do árbitro de vídeo nesse lance foi um erro técnico grave.

Além da jogada violenta, o presidente apontou a existência de dois pênaltis não marcados a favor do Fluminense. Um deles teria ocorrido sobre o atacante Savarino e o outro novamente sobre Castillo, em um lance envolvendo o defensor Léo Ortiz. Segundo o dirigente, o acúmulo desses erros tornou impossível a busca por um resultado positivo no confronto.

Julgamento definido para esta quinta-feira no tribunal

O desfecho jurídico para ambos os casos já tem data marcada. O julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva ocorrerá nesta quinta-feira, dia 15. Durante a sessão, a defesa dos denunciados apresentará seus argumentos na tentativa de absolver ou reduzir as penas previstas no código disciplinar.

O resultado deste julgamento é aguardado com expectativa, pois pode estabelecer precedentes sobre o rigor do tribunal em relação a entradas violentas não punidas com cartão vermelho em campo e sobre o limite das críticas de dirigentes à arbitragem brasileira. A decisão terá impacto direto na disponibilidade de Erick Pulgar para os próximos compromissos do Flamengo.

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