A equipe Red Bull reconheceu a superioridade da Mercedes e de Kimi Antonelli durante a disputa do Grande Prêmio dos Estados Unidos. O piloto Max Verstappen cruzou a linha de chegada na terceira colocação, incapaz de acompanhar o ritmo imposto pelo jovem italiano na prova realizada em Austin.

O dirigente Laurent Mekies destacou que o resultado refletiu a falta de ritmo puro da escuderia austríaca no circuito norte-americano. Segundo a avaliação interna, desculpas relacionadas a compostos de pneus ou escolhas táticas não justificam o desempenho abaixo do esperado em pista.

Estratégia de paradas e dificuldades com pneus macios

Enquanto a Mercedes optou por uma estratégia conservadora de uma única parada nos boxes, a Red Bull tentou alternar o planejamento estratégico com seus bólidos. No entanto, o desgaste elevado nos compostos macios acabou comprometendo o rendimento de Max Verstappen durante as passagens decisivas da corrida.

A gestão dos pneus na parte final do evento permitiu que Charles Leclerc, da Ferrari, superasse o holandês na disputa direta pelo pódio. Para a direção da equipe, a tentativa de extrair vantagem dos compostos mais macios não surtiu o efeito desejado ao longo dos quilômetros percorridos.

Troca no comando do rádio e avaliação positiva

A etapa norte-americana marcou uma mudança importante nos bastidores da equipe com a estreia de Tom Hart como engenheiro de corrida de Max Verstappen. O profissional assumiu temporariamente a função enquanto Gianpiero Lambiase se prepara para uma futura transição para a McLaren.

Apesar da complexidade do desafio na primeira experiência oficial na função, a condução do trabalho técnico foi elogiada internamente. A coordenação entre o novo engenheiro e a estrutura remota de engenharia garantiu estabilidade durante os momentos mais críticos da disputa em pista.

Desafios nas largadas e perspectivas para o campeonato

Outro ponto abordado pela liderança técnica diz respeito ao desempenho deficitário nas largadas, problema que afetou tanto Max Verstappen quanto o companheiro de equipe Isack Hadjar na primeira volta. A perda de posições iniciais evidencia uma área sensível que exige melhorias contínuas.

Apesar dos avanços obtidos no desenvolvimento aerodinâmico e mecânico do equipamento ao longo do ano, a equipe avalia que alterações estruturais mais profundas só devem ocorrer na próxima temporada. Até lá, o foco permanece em otimizar cada detalhe para fechar o campeonato da melhor forma possível.

​‌​